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GP Atletismo Murtosa 2019

Rumo aos 160K segundo Arthur Lydiard: GP Atletismo Murtosa (Parte 4)

Passou, sensivelmente, mais um mês desde a minha última atualização a esta aventura de trabalho sério. Enquanto o Grande Prémio de Atletismo da Murtosa deu a entender que estou no caminho certo, pelo meio foi estabelecido um novo tecto máximo de quilómetros semanais.

Por outro lado, a Maratona de Sevilha aproxima-se a passos largos, ganhando força a convicção de, até lá, limitar-me à fase fundamental do método de Arthur Lydiard. O mais provável é só avançar para a segunda fase do plano em março, altura do ano onde a dita cuja, a meu ver, até encaixa muito bem. Mas isto são reflexões para outra altura.

 

Atualização ao total de quilómetros

Como referenciei no artigo anterior desta rubrica, até à data, num espaço de 7 dias tinha percorrido um máximo de 131.72K, em cerca de 8 horas e 50 minutos de treino. Não esquecer, sempre em ritmo aeróbico ativo. Há poucos dias atrás, consegui saltar para 133.93K em 8 horas e 59 minutos. Seguem-se os dados da semana recorde:

  • 17/Novembro: 85 Minutos; 21.30K; 4:01/KM; Percurso Plano;
  • 18/Novembro: 60 Minutos; 15.62K; 3:52/KM; Percurso Plano;
  • 19/Novembro: 65 Minutos; 15.45K; 4:14/KM; Percurso Ondulado;
  • 20/Novembro: 80 Minutos; 20.02K; 4:02/KM; Percurso Plano;
  • 21/Novembro: 65 Minutos; 15.94K; 4:05/KM; Percurso Sobe e Desce;
  • 22/Novembro: 60 Minutos; 16.45K; 3:41/KM; Percurso Plano;
  • 23/Novembro: 120 Minutos; 29.14K; 4:09/KM; Percurso Ondulado;

Os números são sólidos e os desempenhos também, ou não encaixassem todos os ritmos médios dentro dos intervalos previamente estipulados. Todavia, aquele que é o treino mais perto do limite anaeróbico tem me deixado algumas preocupações. A média não tem ido para baixo dos 3:40/KM, o que, de certa forma, pode ser justificado pelas ventanias que tenho enfrentado em parte desses treinos. Porém, também já tive dias sem vento e as coisas não melhoraram.

Acontece que este treino é peça chave na subida do meu limite anaeróbico. Começo a pensar que talvez esteja a chegar demasiado massacrado a este treino e, portanto, a não conseguir provocar o estímulo ideal para o treino. Não esquecer que entrar em débito de oxigénio está fora de questão!

Assim sendo, passa-me pela cabeça fazer um treino desprendido de ritmos, em algumas ocasiões. O objetivo é recuperar um pouco para este treino e ver se isso se traduz em diferentes sensações e ritmos médios alcançados. Naturalmente, isto vai impedir-me de atingir um novo tecto máximo na semana em que seguir esta ideia, mas a experiência parece-me mais que justificada.

 

Indicadores do Grande Prémio de Atletismo da Murtosa 2019

Ao contrário do que tinha apontado no artigo anterior, não vou participar em mais nenhuma meia-maratona até ao final de 2019. Contudo, terei provas mais rápidas para obter resultados. Uma delas realizou-se este domingo, na Murtosa, onde tive excelentes indicadores. Consegui uma média de 3:21/KM em cerca de 10.50K, o que se traduz num dos melhores ritmos que tenho em torno desta distância. Um excelente indicador, que acredito que podia ter sido ainda melhor, não fosse o forte vento que todos os atletas tiveram de enfrentar.

Todavia, nem tudo se resume aos registos finais. Existem outros indicadores igualmente importantes. De realçar que o meu aquecimento para a prova foi razoável. Por este motivo, e pela partida ter atrasado alguns minutos, durante os dois quilómetros iniciais tive de ouvir o corpo a dizer-me que corria num ligeiro excesso de velocidade. Noutras circunstâncias, teria abrandado. Desta vez, optei por ignorei os sinais do momento e acreditar nas sensações diárias com que tenho convivido nos últimos meses. Sensações que podem ser traduzidas nas seguintes palavras: consistência e resistência. Ou seja, estava confiante que, depois do meu corpo se adaptar ao ritmo dos 3:20/KM, seria capaz de me aguentar naquele patamar. Felizmente, assim foi! Fui-me sentindo confortável e ganhando lugares, para no final ficar bastante satisfeito com a minha prestação e com os indicadores registados.

 

A importância da competição

Na terceira parte de “Rumo aos 160K segundo Arthur Lydiard“, referi que o treinador neo-zelandês não recomenda competição nesta fase do plano. Nessa altura, eu atrevi-me a contradizê-lo, quer por o calendário competitivo ser diferente da época do autor, quer pelo facto das provas nos irem apresentando resultados do trabalho em desenvolvimento. Agora, acrescento um outro ponto, em parte mencionado no segundo artigo. “Competir a espaços” é a minha estratégia indireta de colocar uma semana mais leve de trabalho no mês e assim deixar o corpo respirar um pouco no somatório dos quilómetros.

 

Conclusão

Até ao final de 2019, a semana de 8 a 14 de dezembro será a minha última oportunidade de subir o patamar dos quilómetros. Com a São Silvestre de Ovar no horizonte, as outras semanas terão dias tranquilos, deixando este objetivo fora do alcance. Não estou preocupado. Mais importante do que isso, vejo nas restantes semanas a oportunidade de encaixar os treinos rápidos de 1 hora em dias onde possa estar mais fresco e assim, nessas alturas, fazer os testes que pretendo.

De notar também que o corpo tem assimilado bem os quilómetros. A maior prova disso é que depois de treinos de 2 horas ainda me “seguro em pé” com relativa facilidade. Em contrapartida, e de forma inevitável, em alguns dias os músculos apresentam-se excessivamente massacrados, o que pode estar a comprometer uma subida mais acentuada do limite anaeróbico. Mas como isto é apenas uma suspeita, veremos o que me reserva esta nova experiência. Se não for antes, os resultados serão apresentados aqui no início de 2020. Bons treinos 🙂

 

Créditos Imagem do Artigo: R&J Fotografia Desportiva

 

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