Vera Nunes vence Wings for Life 2018 – Regresso do evento a Portugal?

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O passado domingo ficou marcado por mais uma edição da corrida Wings For Life. Uma prova que decorre em simultâneo em dezenas de países a nível mundial, cujo o objetivo passa por correr (ou em cadeira de rodas convencional) o maior número de quilómetros sem ser apanhado pelo Catcher Car. Com velocidades pré-estipuladas para cada momento de prova, quando o Catcher Car passa por nós, tal significa que a prova terminou.

 

O abandono da Wings for Life em Portugal

Infelizmente, esta foi uma prova que deixou de se realizar em Portugal. A última edição em solo nacional ocorreu em 2016, na qual eu participei, para nunca mais regressar. Ainda hoje, não se sabe muito bem o porquê deste acontecimento.

Por outras palavras, terá sido uma decisão da própria Wings for Life em trocar Portugal por outro país? Ou terá sido desinteresse luso em voltar a acolher esta prova?

As dúvidas permanecem, pelo menos na minha cabeça. Ainda fiz algumas pesquisas sobre o assunto, mas também sem sucesso. Se alguém souber algo sobre este tema que queira divulgar, eu cá sou “todo ouvidos”. Provavelmente, não serei o único.

 

Alternativas para participar na Wings for Life

Na ausência do evento real em Portugal, os portugueses têm duas alternativas.

A primeira passa por descarregar a app da Wings for Life para, no dia do evento, correr com ela em algum local pré-definido pela organização. Este ano, em Portugal, a concentração para a partida aconteceu em Lisboa, no Parque Urbano do Jamor.

A segunda passa por correr em países que acolham o evento e ganhar a competição local. O prémio para todos os vencedores é o direito a escolherem o país onde querem correr, no ano seguinte.

 

Portugueses em destaque na Wings for Life

Se a segunda opção parece demasiado ousada, talvez seja melhor rever a situação. Principalmente após análise às prestações portuguesas ao longo das várias edições da Wings For Life.

Para além das vitórias portuguesas em território nacional, Portugal já conta com várias conquistas a nível internacional. Ora vejamos.

Em 2016, Doroteia Peixoto venceu no Canadá, após percorrer 55,44K. No mesmo ano, Hélder Santos (54,34K) venceu no Dubai.

Um ano depois, foi a vez de Betinha Pereira correr 49,35K e vencer a prova em Espanha, na bela cidade de Valência. Já este ano, Luís Beato Pereira venceu a prova em Taoyuan (Taiwan), com registo de 58,74K.

 

A carreira de Vera Nunes na Wings for Life

No meio de todos estes grandes resultados, o maior destaque vai para Vera Nunes. No passado domingo, a atleta correu em Munique. Com registo de 53,78K, a atleta portuguesa não só venceu a prova na Alemanha, como a nível mundial.

Por outras palavras, Vera Nunes foi a atleta feminina que foi mais longe em TODO O MUNDO! Uma conquista que, de forma pouco surpreendente, passou completamente ao lado dos principais meios de comunicação portugueses.

Esta conquista de Vera Nunes a nível global não é propriamente uma surpresa, se olharmos com atenção para o percurso da atleta nesta prova, ao longo das várias edições. Este resultado fantástico vem junta-se à sua vitória no Porto em 2016, e ao segundo lugar em Santiago do Chile, no ano transato.

 

Vera Nunes vence Wings for Life 2018

Foto: Wings for Life World Run

 

Será possível a prova voltar a Portugal?

Depois destas conquistas portuguesas, faço a mim mesmo a seguinte pergunta. Será que estes resultados poderão ter algum tipo de influência num eventual regresso da Wings for Life (sem ser em modo app) a Portugal?

A Wings for Life é uma prova fantástica e inigualável. Os seus objetivos, dentro e fora da corrida são diferentes de qualquer outra, assim como o ambiente criado em torno da prova.

Pessoalmente, já tive oportunidade de participar, e gostava de voltar a fazê-lo. Com vista a facilitar esse processo, estou a torcer fortemente para que um dia voltemos a ter a organização da Wings for Life em Portugal.

 

A ver vamos se este desejo, certamente partilhado por muitos, se torna realidade num futuro próximo. Fica um resumo muito loooongo da edição deste ano. Cortesia de um dos grandes patrocinadores do evento: a Red Bull.

 

 

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Renato Sousa

Ligado ao desporto desde pequeno, deixei definitivamente o futebol em 2016 para me dedicar afincadamente ao atletismo. Desde aí que muita coisa mudou na minha vida, a qual não imagino sem o desporto. O Vida de Maratonista nasce então da minha paixão pelo atletismo, com contribuição especial da minha Licenciatura em Engenharia Informática, que me permitiu criar a solo este espaço de aventura e opinião, e torná-lo agradável a quem o visita.

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