Página Inicial Competição Três Anos de Aventuras no Atletismo
Três Anos de Aventuras no Atletismo - Vida de Maratonista

Três Anos de Aventuras no Atletismo

Faz hoje precisamente 3 anos que ingressei no mundo do Atletismo. Três anos desde que participei na minha primeira prova para, até ao momento, nunca mais parar.

Já é um tempo considerável neste desporto. Tempo suficiente para reunir várias aventuras inesquecíveis. Nesta data especial, aproveito para recordar e partilhar convosco algumas delas.

 

Maratona do Porto (2015 – 12ª Edição)

A decisão mais insensata que tomei até à data. Ainda nem 7 meses tinha de atletismo e já queria correr o mundo. O entusiasmo dos primeiros tempos levou me a fazer a minha primeira meia-maratona cerca de três meses depois e, posto isso, a dita maratona em novembro.

Como se já não fosse uma escolha ousada o suficiente, neste primeiro ano ainda estava a conciliar o atletismo com o futebol amador. No dia anterior à maratona, ainda fui jogar cerca de 45 minutos.

Nem tudo correu como desejado na maratona. Todavia, o resultado foi positivo. Uma história para contar mais ao detalhe, daqui a uns tempos.

 

Três Anos de Aventuras no Atletismo - Renato Sousa

 

Wings For Life (2016)

Se a decisão de participar na maratona foi a mais insensata que tive, só não tive uma outra semelhante por falta de conhecimento. Falo da Wings for Life.

Em 2015, só soube da existência da prova no dia da sua realização. Naquela altura, fiquei mesmo triste por não ter participado. Andava possuído pela ideia do “quero provas que durem muito tempo”. Lá tive que aguentar um ano.

Foi mais uma jornada inesquecível, embora o resultado não tenha sido o melhor. Julguei estar em melhor forma do que na realidade estava. Aos 20 quilómetros de prova, o meu corpo já não tinha boas sensações.

Acabei por percorrer cerca de 38 quilómetros. Os meus pais estavam no quilómetro 36, e isso fez-me aguentar até lá. Depois disso, foi desfrutar até ao posto de abastecimento seguinte, alimentar-me e esperar que o Catcher Car me apanhasse.

Uma prova diferente de todas as outras. Uma verdadeira festa. Um conceito inovador. Uma causa nobre.

Não é fácil inserir a Wings for Life no nosso calendário quando temos outros objetivos. Independentemente disso, tenho muita pena de, atualmente, Portugal não ser um dos países escolhidos para a realização do evento.

 

 

20 KMs de Almeirim (2017 – 31ª Edição)

A prova que antecedeu a minha participação na Maratona de Valência, do ano passado. Um tremendo ponto de viragem psicológico.

Desde que iniciara a minha preparação para Valência que as coisas não estavam a correr bem. Vinha-me a sentir excessivamente desgastado, em demasiados momentos. Quer a nível físico, quer psicologicamente.

Mas não só! Os resultados das provas inseridas nos meses de preparação para Valência também não estavam a ajudar. Queria um novo recorde pessoal na maratona. Para isso, esperava melhorias nos tempos de provas mais curtas. Mas eles teimavam em não aparecer.

Até que cheguei a Almeirim. Depois dos primeiros quilómetros em que demorei a engrenar, comecei a ter boas sensações daí para a frente. Vi-me obrigado a fazer vários quilómetros a solo para encostar nos grupos dianteiros, mas as boas vibes permaneciam.

O retorno, sensivelmente a meio da prova, permitiu-me avaliar a situação. Estava à porta do top 20 da geral e continuava com energia. Terminei em sétimo, naquilo que para mim foi uma excelente demonstração de força do meu corpo. Algo que já não sentia há muito tempo em provas, apesar do forte calor que se fazia sentir.

A conquista de vários lugares, na parte final da corrida, obviamente que também contribui para a manutenção do meu entusiasmo e do meu equilíbrio mental. Foi incrível! Um ponto de viragem que me fez chegar a Valência mais moralizado e confiante nas minhas capacidades.

 

Três Anos de Aventuras no Atletismo - Renato Sousa

 

Meia Maratona de Braga (2018 – 3ª Edição)

Recorde pessoal na distância, com direito a aparecer na TV. Consegui acompanhar a Mónica Silva (segunda classificada) ao longo de todo o percurso, com incentivos da própria na parte final. E pronto, tive este bónus que passou na RTP2, no passado sábado. Foi da maneira que meti os meus pais a ver-me correr na televisão.

A competição é o que me move no atletismo. Como tal, ser ajudado por atletas de elite, aparecer na TV, e alcançar recordes pessoais, são, todos eles, indicadores de que estou no caminho certo. Melhor do que isso! São acontecimentos que me fazem sentir mais feliz e realizado.

 

 

Espero que tenham gostado de ler estas aventuras que escolhi para vos contar neste dia especial. No próximo ano serão outras, quiçá ainda mais interessantes. Espero eu. Vou fazer por isso.

É tudo por estes três anos que passaram literalmente a correr.

 

Artigos que também deverás gostar

Deixar um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Três Anos de Aventuras no Atletismo