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Quatro Anos de Aventuras no Atletismo - Vida de Maratonista

Quatro Anos de Aventuras no Atletismo!

Quatro anos de atletismo! Já não sou um bebé nestas andanças. Mas uma criança. Feliz. Daquelas que, quando lhe perguntam quantos anos tem, estica a mão e já só tem de fazer o esforço de encolher um dedo. Para o ano já dou high-fives e faço uma homenagem à rede social hi5, na qual marquei presença numa vida anterior.

Ora, quando NÃO nos agarramos demasiado ao passado, ajusta-se a expressão: recordar é viver! E eu cá acho que estas datas são perfeitas para estas viagens. Na verdade, não é o simbolismo solitário da data que a torna especial, mas sim estas deambulações que convergem numa espécie de reflexão nostálgica que nos lembra quem REALMENTE somos.

Reforço! Quem realmente somos! Não falo da nossa cotação em bolsa com base na boa ou má ação que fizemos hoje. Refiro-me à moldura da nossa personalidade, construída por todas as ações que executámos desde que a nossa mãe nos meteu cá fora. Espalhados pelo quadro, estão vários momentos das nossas vidas repletos de empenho e dedicação que nos permitiram alcançar metas tão desejadas. Outrora, eles estavam no lugar dos desafios do presente. Agora, são a nossa maior motivação. Porque as metas de hoje podem ser mais exigentes, mas nós também estamos mais bem preparados para as atingir.

Nestes 4 anos de atletismo, vários foram os altos e baixos, consoante as expectativas criadas. No entanto, ao dia de hoje, o atletismo continua a dar-me muito mais momentos bons do que maus e, acima de tudo, a fazer-me crescer. Esta é a minha realidade! Ou será a minha ilusão? Pouco importa a resposta certa, visto que a minha paixão por esta prática, aliada à minha fé de que amanhã posso ser melhor atleta, fazem-me ver as coisas assim. Uma ligação que está para durar, pois sei que nos dias em que estas coisas falharem, entrará em cena a minha teimosia e casmurrice por esta luta que me faz feliz.

Ao soprar esta vela, a competição continua a ser a menina dos meus olhos. Por isso mesmo, quando olho apenas para este último ano que passou, o número 4 identificado por baixo da chama traz-me rapidamente à memória momentos marcantes em igual número. Nomeadamente:

  1. A minha primeira vitória numa prova de atletismo;
  2. O saber intensamente agridoce que ficou da Maratona de Budapeste;
  3. A estreia numa festa chamada “Campeonato Nacional de Estrada;
  4. A batalha nas trincheiras do Vale Mágico;

Porém, como também não me canso de confessar, os meus desafios pessoais não têm o mesmo brilhantismo e o mesmo significado quando à volta não está … ninguém! Quem me conhece, sabe que para mim a conquista numa prova só tem o mesmo significado quando em seguida desembaraço essa alegria do meu interior junto daqueles que a viveram comigo e/ou que à distância me apoiaram em força e me fortaleceram o espírito durante as minhas provações.

De facto, o primeiro caso é o mesmo que ver um filme onde só me vejo a correr e a estrada que piso. Ahhh … até dá sono. O segundo é muito melhor. Vejo rivais na estrada, vejo ambientes de apoio incríveis, vejo jogos de cores capazes de competirem com a beleza do arco-íris, vejo cenários de fundo diferentes a cada curva. Por último, quando no plano individual as coisas não me correm bem, o filme fica um pouco mais do estilo “preto e branco”, mas o importante é que continuam lá todos os elementos do argumento.

Por isto tudo e muito mais, hoje brindo a estes quatro anos de atletismo (com água!). Ao impacto extremamente positivo que teve e continua a ter na minha vida. Se este moço tem uma importância tão grande para mim e prevalece sobre outras vertentes da minha vida, tal não é por acaso, mas por seu mérito próprio. Tchin-tchin! Força SOUSA!

 

Quatro Anos de Aventuras no Atletismo - Campeonato Nacional de Estrada 2019

 

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