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As minhas principais motivações para treinar

As minhas principais motivações para treinar

Como em tudo na vida, também no atletismo temos momentos altos e baixos. Momentos que influenciam significativamente a nossa motivação para correr, especialmente para treinar.

Numa fase mais difícil, ou temos uma força psicológica muito grande para manter o compromisso com o treino (até voltarem os bons resultados), ou rapidamente somos arrastados por uma onda gigante de negatividade e malandrice que vamos ter muita dificuldade em deixar para trás. Por estas alturas, tentamos a todo o custo recuperar a motivação e voltar à estrada sem ser de forma carrancuda.

Dependendo da personalidade de cada um e do nível de desmotivação, nem sempre é fácil encontrar aquilo que vai fazer mudar a maré. Porém, também não é menos verdade que tantas vezes procuramos longe aquilo que está tão perto de nós. De facto, em alguns casos, uma auto-reflexão é suficiente. Olhar para o nosso interior e redescobrir-mo-nos a nós próprios.

Várias vezes questionado como consigo manter o meu compromisso com o treino, eis alguns dos principais fatores que mexem positivamente comigo no atletismo e me ajudam a ultrapassar estas barreiras. Quem sabe não te identifiques com algum deles.

 

1. Competição

Definitivamente, este é o meu maior foco e fator de motivação. A adrenalina que me invade nos dias competitivos. A possibilidade de naquele dia ser melhor numa distância do que alguma vez fui. De ser mais rápido que outros atletas que antes ficavam à minha frente. A possibilidade de correr próximo dos atletas de elite. Os dias de competição são aqueles em que posso escrever belas páginas de história na minha vida, depois de muito tempo a trabalhar para esse objetivo. O simples sonhar com o que posso escrever já me deixa mais animado.

Quer isto dizer que se não existisse competição na corrida, talvez não andasse por cá. Embora desfrute do prazer de correr, sem competição está longe de ser a mesma coisa. Nem se quer tenho o hábito de participar em provas quando sinto que não estou bem ou em queda de forma, pois sei que isso não me vai permitir desfrutar ao máximo da competição.

Por outro lado, andar muito tempo só a treinar, treinar e treinar provoca aborrecimento. Por maior que seja o objetivo! Incluir uma prova num fim de semana também pode ser uma escolha muito acertada. Quer para aquele fim de semana, quer para ganhar motivação para os desafios dos treinos seguintes.

 

2. Evolução Psicológica

Por mais exigente que um treino ou prova possa parecer, desistir é sempre o pior caminho. De facto, esta suposta “exigência” do treino muitas vezes não passa mesmo de uma falsa aparência, projetada pela nossa mente devido à desmotivação que nos assola. Por estas alturas, mais do que olhar para o “ponto de partida” do treino, tento focar-me na “meta”.

Por exemplo, se tiver pela frente um treino longo, a solo, à noite, ao frio e à chuva, escolher não treinar vai tornar a minha parte psicológica mais frágil para os desafios dos dias seguintes. A partir daquela decisão, tudo começa a parecer muito difícil e demasiado exigente.

Por outro lado, lembrar antes do treino do que posso desfrutar após a sua conclusão e do estofo mental que vou adquirir após mais uma longa viagem pode ajudar-me a superar o desafio do dia e a olhar para os seguintes com outros olhos.

Mesmo no caso dos treinos que em que acabo por não cumprir com os ritmos previamente estipulados, enfrentar a dificuldade pelo menos segura minimamente o meu momento psicológico no estado em que está. Algo que me deixa novamente preparado para o dia em que a máquina vai fazer “o clique” e engrenar outra vez em grande estilo. No mínimo, tento sempre ser resiliente.

À minha parte mental sempre dei pouca atenção até ingressar no atletismo. Uma vez neste desporto, os desafios auto-propostos não me deixaram escolha senão treinar esta vertente. E ainda bem! Descobrir e estudar mais a fundo o meu psicológico tem-se revelado fascinante e alargado os meus limites. Lutar contra nós próprios e sair vencedor soa a algo ousado e inusitado, mas não deixa de ser fabuloso, com resultados refletidos em todas as partes da nossa vida.

 

3. Amizades Desportivas

Mesmo que os nossos objetivos impliquem que trabalhemos a solo, tirar proveito das amizades que aqui construímos para levantar a moral e recuperar a motivação é algo que pode ser feito com naturalidade, quer na estrada, quer na mesa.

Um convívio pós-prova ou pós-treino entre atletas tem muito de valor quando temos paixão pelo desporto. Seja o debate das classificações de cada um (e dos adversários), as histórias dos desafios mais recentes que alguém superou, as suas conquistas, enfim, uma panóplia de conversas interessantes ali surge sem qualquer tipo de esforço.

Mas há mais! Quem passa pelo mesmo que nós é quem melhor nos percebe nessa situação. Numa fase negativa, partilhar a nossa angústia desportiva com quem já passou por ela pode nos conduzir ao melhor caminho para sair rapidamente desse ciclo. Estabelecer um novo recorde pessoal e não poder saborear parte dessa alegria com os colegas de “profissão” também nunca será a mesma coisa.

Em preparação para a competição, um simples treino em grupo é capaz de se tornar bastante animado numa questão de segundos e trazer à superfície o nosso melhor rendimento desportivo ou dos colegas. Para quem anda desmotivado, isto pode-se resumir àquela sensação de encontrarmos uma nova vida dentro de nós. Uma nova força!

 

 

Se andas desmotivado, espero que aqui possas encontrar pontos em comum e recuperar a adrenalina do treino. Se não for o caso, pelo menos que este artigo te ajude a redescobrir os teus próprios motivos para a corrida. Não te esqueças de os partilhar também 🙂

 

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