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A Minha Primeira Maratona - Porto 2015

A Minha Primeira Maratona – Porto 2015

A 15ª edição da Maratona do Porto realiza-se no próximo domingo. Se para alguns será “apenas” mais uma grande travessia na cidade, para outros este dia vai ficar para sempre gravado nas suas memórias, pois irá assinalar a sua estreia na mítica distância.

Quanto a mim, também foi no Porto, no ano 2015, que corri pela primeira vez a distância. Como sei que é uma aventura completamente diferente das outras, e que por estas horas passa tudo e mais alguma coisa pela cabeça dos “aspirantes a maratonistas”, decidi guardar este relato precisamente para esta altura.

Para os interessados, passo então a partilhar algumas peripécias que vivi no dia 8 de novembro de 2015. Quem sabe vos possam ser úteis de alguma maneira. A mim, sabe-me bem recordar e estar a contar esta história a mais gente 🙂

 

A partida e os meus objetivos

Apresentei-me na linha de partida com antecedência, de forma a poder controlar a confusão que se poderia instalar no primeiro setor. Isto porque vinha muito marcado pelo que testemunhara na Meia-Maratona do Porto, umas semanas antes.

Felizmente, uma prova nada teve a ver com a outra nesta questão. Com facilidade, posicionei-me no primeiro terço do setor A da partida. Estabelecera dois objetivos para aquele dia.

O primeiro era o de terminar a prova, o qual estava 97% convicto que ia conseguir. De facto, acho que ninguém que vá fazer a sua primeira maratona possa ou deva arriscar dizer que é 100% seguro que vai terminar a prova. Em causa está a estreia numa distância que é o dobro da meia-maratona. Falar com toda a certeza sobre caminhos nunca antes percorridos não faz grande sentido.

O segundo era o de terminar com um tempo inferior a 3 horas de prova. Aqui residia a minha maior dúvida. Aquela que mais me assolou ao longo das várias semanas de preparação para a prova. Aquela que formou aliança com outros pensamentos (mais positivos) sobre a prova e que, em parceria, aumentaram a dificuldade do sono em levar a melhor sobre a minha mente. Uma réplica que eu, ainda hoje, aceito de bom grado. Em muitos momentos, desejo controlar melhor a minha ansiedade. Por outro lado, esta reflexão diária era sinónimo de que estava a levar muito a sério a minha preparação para a prova. Aposto que isto também tem acontecido com alguns de vocês. Deixem lá, mais uns dias e já vão dormir que nem uns anjinhos. E muito felizes, provavelmente.

De volta à linha de partida, com o objetivo das 3 horas em mente, nem se quer me preocupei em tentar chegar mais à frente. Só iria fazer com que me deixasse contagiar pelo entusiasmo de outros que costumam partir mais rápido e o que eu queria era ter todas as energias possíveis para outros quilómetros da prova. Mais a mais, quem vai para três horas tem balão para seguir. Ao ver que o balão estava mais atrás, depois de partir bem só tinha que esperar por ele.

 

O público presente

Agora que tenho a experiência de maratonas internacionais, reconheço que o apoio que se faz sentir na Maratona do Porto está muito aquém do que acontece, por exemplo, em Amesterdão ou Valência. Contudo, sem esse conhecimento em 2015, vi em alguns pontos estratégicos da prova, para lá da partida e meta que coincidiam no interior do Parque da Cidade, aglomerados de pessoas que não encontrei noutras provas.

De notar que estávamos em novembro 2015 e eu corrida desde abril do mesmo ano. Ainda hoje reconheço que fazer uma maratona naquele momento foi uma loucura. Uma loucura fruto de todo o meu entusiasmo pelo desporto e com a qual, felizmente, me dei bem. Fui feliz, e isso é o mais importante!

Ultrapassado mais este parêntesis, as concentrações de público fizeram-se sentir acima de tudo num ou dois pontos do lado de Matosinhos, numa passagem junto à partida/meta ainda nos quilómetros iniciais, na ponte D. Luís I, no retorno da Afurada e, sinceramente, não me lembro de mais nenhum sítio que me tenha marcado. Em muitos dos casos, eram os espanhóis e franceses que mais se faziam ouvir.

Quer isto dizer que não existe grande apoio depois de atravessarmos o Túnel da Ribeira (por volta dos 30 quilómetros …) até superarmos a barreira dos 40K. Ou seja, se por esta altura já não forem confortáveis, evitem ir isolados a todo o custo, pois vão-se sentir num deserto. Como muitos atletas dizem, a verdadeira maratona começa aos 30K, pois a partir daí tudo pode acontecer.

Naquele dia, eu fiquei positivamente surpreendido com o público presente na primeira metade do circuito e na chegada. Já na segunda metade houve falta dele, embora peripécias mais importantes me tenham acontecido e abstraído um pouco desta situação.

 

O balão das 3 horas

Já não sei ao certo o tempo que o balão das 3 horas levou até me apanhar após o tiro de partida. Mas ainda foram (pelo menos) uns 3 ou 4 quilómetros. Atenção, pois a nota seguinte é importante para quem vai seguir com os balões!

O facto do balão ter levado tempo a encostar em mim não significa que eu ia mais rápido que o ritmo médio necessário para fazer a prova em três horas exatas. Quem vai seguir em balões deve controlar na mesma o seu ritmo e consultar em diversos checkpoints se estão a passar nos tempos certos para o tempo final objetivo. Lembrem-se que os balões também são atletas! Não são máquinas! Eles têm que chegar à meta no tempo que publicitam nas suas bandeiras. Se por algum motivo se atrasarem em algum troço do percurso, outro irá ser mais rápido que o previsto com toda a certeza. O balão não espera por ninguém! Uns mantêm-se em ritmo constante, outros nem por isso. Aproveitem a boleia que é uma grande ajuda, mas mantenham-se vigilantes!

Da minha parte, e para lá do público, eu tinha a vantagem de seguir num balão que de facto levava muita gente. Ou seja, tinha mais com que me distrair. Em paralelo com isto, tinha concentração obrigatória noutros aspetos para lá do esforço do corpo, como por exemplo a preocupação em agarrar água nos abastecimentos ou ter o cuidado de não tropeçar em ninguém, ou vice-versa, que seguia comigo à boleia do balão.

Dizer que o balão levava 30 a 40 atletas no seu início não será exagerado. No entanto, subtilmente este foi perdendo elementos na primeira metade. Uma redução que começou a ser notória a partir do momento em que cruzamos a Ponte D. Luís I em direção a Vila Nova de Gaia. Seguimos, seguimos, e na segunda passagem pela ponte já só éramos para aí 7.

Por esta altura, no que à minha pessoa diz respeito, eu descobria divertimento e motivação naquela situação. Sentia-me um daqueles atletas que seguem na cauda de um grupo nas provas de pista mas que nunca descolam, enquanto outros bem posicionados vão perdendo o contacto. De realçar que eu tinha tempo para descobrir estes sentimentos porque continuava a sentir-me fresquinho que nem uma alface.

 

O excesso de confiança

Pois bem, foi esta frescura e entusiasmo de sensações tão boas que transformaram a minha alegria em sofrimento. Aquela que acabou por ser a minha maior lição sobre a maratona até à data. Porque quando vivemos a experiência a probabilidade dela ser assimilada é muito maior.

De volta à corrida, fomos então até ao retorno na zona do Freixo e na volta já o grupo tinha perdido mais um ou dois elementos. Eu sentia-me bem, apanhei o entusiasmo de algum público presente perto da ponte e decidi-me a abandonar o balão e ir mais para a frente. Foi o meu grande erro!

Passados alguns minutos, estava eu algures entre o quilómetro 32 e 33, se não me falha a memória, e ouvi alguém da assistência dizer: “vem aí o balão!”. Desconfiado, olhei para trás e, para meu espanto, não é que vinha mesmo? Interroguei-me como seria possível. Eu tinha deixado o balão para trás e ele agora já estava quase encostado a mim outra vez? Estaria em quebra? Ainda me sentia relativamente bem … Até ali, julgara que estava a ganhar terreno.

De facto, para quem tinha acelerado a corrida, eu já não estava com um andamento muito rápido para superar a média das 3 horas. O meu corpo estava-me a tramar … Por seu lado, o balão devia ter feito as contas e percebido que estava ligeiramente atrasado, tendo acelerado um pouco já depois de eu o ter deixado. Só assim ele teria deixado para trás os poucos elementos que seguiam com ele quando eu o abandonei, para naquele momento vir sozinho em minha perseguição.

Ainda com energias, encostei ao balão quando ele me apanhou e seguimos os dois. À medida que os minutos passavam, a sensação de esforço começava a aumentar de forma muito significativa. Para “ajudar à festa”, sentia-se algum vento de frente. A questão é que naquele ano os balões eram mesmo balões. Quero dizer, não eram as bandeiras que agora estão na moda. O pacer levava mesmo 2 balões agarrados a um cinto que transportava. A certa altura, ele disse-me para seguir atrás dele a fim de me proteger do vento, já que eu muitas vezes tentava ir ao lado. Só que eu tinha dois problemas. Se fosse ao lado dele, tinha de enfrentar o vento que se fazia sentir. Se fosse atrás dele, tinha de levar constantemente com os balões que ele transportava na minha cabeça.

 

A Minha Primeira Maratona - Porto 2015

 

Os quilómetros foram passando e as minhas energias estavam por um triz. Quanto mais o desgaste, mais optava por seguir atrás e levar com os balões. Ao mesmo tempo, lembrava-me de todo o treino que tinha feito para aquela prova e da enorme vontade que tinha em terminar aquela maratona abaixo das 3 horas.

Apesar do enorme sofrimento em que já ia, dava-me algum alento ver que estava a ganhar posições. Sim, porque um dos aspetos que também marcou esta minha primeira experiência foi passar por atletas na parte final da prova que tinham levado um estouro completo. Alguns seriam capazes de andar mais rápido a caminhar do que ao ritmo que seguiam. Fiquei espantado de ver um número considerável de atletas neste estado. Um aparte. No ano seguinte, quando fui a Amesterdão, vi ainda mais!

Mais à frente, e de volta às turras aos balões, eu estava no meu limite. Ia perder o objetivo das 3 horas. Estava em parte fascinado com a minha capacidade de sofrimento a partir do quilómetro 35 até ali, mas já não dava para seguir mais com o pacer. Mas alguém me valeu!

À entrada do quilómetro 40, instantes depois de perder o pacer, apareceu-me o meu amigo e companheiro de equipa, Carlos Cardoso, que estava ali a aguardar a chegada dos atletas, já depois de ter feito o seu treino no local. Ao ver o meu estado, ele foi prontamente buscar água ao abastecimento que ali tinha (eu não quis mais nada …) e seguiu comigo. Uma ajuda preciosa! Para além das palavras de incentivo, o facto de ele estar ali fez com que a quebra de ritmo fosse pequena em relação ao pacer que eu acabara de perder.

Final da história? Acabei com registo de 3 horas e 31 segundos, e não tirei qualquer partido do público concentrado perto da chegada. Não consegui desfrutar dos últimos 195 metros, que poderiam ser os melhores. Eu costumo dizer que dou sempre o máximo e fico com essa ideia. Mas se em algumas provas posso de alguma maneira ter uma noção errada desse esforço, naquele dia não ficaram dúvidas. Dei tudo!

Já depois de ter cortado a meta, lembro-me perfeitamente de me ter sentado num banco, junto das barracas que servem bebidas e afins, e de ali ter ficado largos minutos. Lembro-me de ter vontade de ir buscar mais uma bebida e de não me conseguir levantar, tendo de solicitar esse pedido ao meu amigo Cardoso. Esta falta de força não me aconteceu nas maratonas seguintes, mas foi um marco da minha primeira.

 

Conclusão

Assim foi a minha estreia na maratona. Um dia repleto de peripécias e cujas mais importantes da prova ficaram aqui registadas.

Um dia em que aprendi que a maratona é uma distância que mete muito respeito, como alguém uma vez disse. Por este motivo, nunca vacilo no treino quando estou a preparar uma. Máxima seriedade!

Aprendi também que boas sensações aos 30K (ou noutra altura!) podem desaparecer num instante se decidirmos ser ousados, o que depois nos coloca à frente quilómetros que parecem intermináveis. Mais do que em qualquer outra prova, aprendi a importância de termos alguém ao lado quando já vamos no limite.

Por último, confesso que aqueles 31 segundos acima das 3 horas, por serem uns míseros 31 segundos, também me ficaram atravessados. Ao mesmo tempo, por ter alcançado um registo positivo, por ter superado a distância, e por ter vivido de uma ponta a outra (da alegria ao sofrimento) a experiência única que é correr uma maratona, fiquei super feliz, super orgulhoso de mim mesmo, entre outras emoções e sentimentos que não dão para expressar.

 

Boa prova, futuros maratonistas!

Um tópico especialmente dedicado aos que se vão juntar ao clube dos maratonistas dentro de poucos dias.

No próximo domingo, confiem no trabalho que desenvolveram nestes últimos meses. Ao mesmo tempo, não se deixem levar pelo entusiasmo da prova, e tenham cuidado com as matreirices do corpo, especialmente se ainda estiverem longe da meta. Arriscar à distância pode deitar tudo por terra. Se forem para objetivos que se encaixem nos balões, aproveitem a boleia, pois vão poupar muitas energias. Ao mesmo tempo, façam o controlo das passagens. São os conselhos que deixo a quem os quiser aproveitar.

E acima de tudo, desfrutem! Vocês que treinaram durante tantas semanas para a prova, é no domingo que devem tirar o proveito de todo esse trabalho. Não apenas quando cortarem a linha de meta, mas ao longo dos 42.195 metros.

Eu cá adoro todo o espírito que envolve a maratona. Só corri a Maratona do Porto em 2015. Todavia, nos anos seguintes fui sempre até lá fazer o meu treino e apoiar os participantes. Este ano não vai ser exceção, pelo que se me virem e eu poder ser útil, não hesitem 🙂

Boa prova!

 

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6 comentários

José Baptista 1 Novembro, 2018 - 14:09

Vou fazer a minha segunda este Domingo, mas sinto-me como fosse a primeira… e este artigo veio aguçar-me o apetite e entusiasmar-me ainda mais! O meu objectivo é o mesmo do teu há três anos, tenho pensado bastante nos homens dos balões, sempre com a sensação que gostava de ir um pouco à frente para fugir à confusão dos grandes aglomerados (principalmente na zona dos abastecimentos), mas tudo isto é especulativo. Também me chateia ir em excursão, chegar à meta ao lado de um gajo com balõezinhos… mas isso é arrogância minha, que se calhar acabo a ver os balõezinhos à distância!
Parabéns por mais um excelente artigo, a dar vontade de atacar a Grande Senhora e a apontar para os perigos que corremos…

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Renato Sousa 2 Novembro, 2018 - 20:19

José,
respondi-te no outro artigo. mas reforço aqui os votos de boa sorte para a tua maratona do próximo domingo 😉
Se não quiseres ir no balão, talvez poucos metros atrás em vez de à frente? Assim vais na mesma a aproveitar a boleia e não tens tanto desgaste, creio eu 🙂
Ahahah, quando o balão já não tiver quase ninguém, tu aí já podes ir à vontade atrás dele e quando estiveres a chegar à zona do público, que nas maratonas ainda costuma ser largos metros em alguns casos, tu deixa-o para trás e vai à tua vida para a tua conquista 😀 Eu em parte percebo o que tu queres dizer, mas no fundo não estás a ser diferente da elite que levam lebres à frente e a dar o corpo ao manifesto. Esses só não têm é balões, mas o efeito é o mesmo ahahah

Obrigado! É isso que é preciso! Entusiasmo, vontade, alegria e acreditar! Porque trabalhamos meses para o grande dia. É o momento de desfrutar e de dar tudo para colher os frutos. Mais do que nunca, ali queremos ser os heróis de nós próprios. Forçaaaaa!

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António Pereira 1 Novembro, 2018 - 16:17

Excelente relato. Parabéns. Já vivi a mesma sensação relativamente à ultrapassagem do tempo. Eu, noutro ritmo, ritmo de sexagenário, já fiquei 13” acima do tempo desejado, que era abaixo das 4h00. O ano passado foram 3’. É frustrante mas depois passa!

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Renato Sousa 2 Novembro, 2018 - 20:27

Olá António Pereira,
antes de mais, obrigado pela visita e comentário aqui no Vida de Maratonista. Fico também muito contente em saber que gostou do artigo 🙂
Em relação ao que diz, é realmente frustrante. Mais do que nesta maratona do Porto em 2015, da qual tirei a satisfação de ser a minha primeira e de a concluir, senti grande frustração este ano com o que se passou quando fui a Budapeste. Também concordo consigo quando diz que os primeiros dias são os mais complicados e que o sentimento vai aliviando. Mas mais do que o alívio (que de pouco nos vale …), o que nos importa mesmo é um dia chegar ao objetivo, ne? 🙂 Temos que continuar a trabalhar e a acreditar! Além do mais, quanto mais tempo demorar a conquista, talvez melhor sabor ela tenha quando chegar 😉 E o António pelo que diz esteve mais perto o ano passado. Força! Continue a acreditar 😉
O António vai fazer a Maratona no Domingo?

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Hélder Pires 7 Novembro, 2018 - 14:46

Para mim, ir com os balões é terrível. Quem vai a marcar o pace raramente cumpre e oscila muito, o que “rebenta” qualquer um! Depois deste relato lembrei-me das minhas três maratona. A primeira em 3h07, a segunda em 3h05 e a terceira em 2h56. Na primeira fiz bons treinos, com séries longas de 800, 1000 e 2000. O objetivo eram as 2h48min. Com treinos de 20 a 24 kms com ritmos a rondar os 4min/km e com um treino de 35kms em 2h30 duas semanas antes. Resultado – 3h07 e um enorme estouro, lembro que fazia 1h18min na meia maratona com alguma facilidade e 34/35min aos 10kms. Lembro-me que fazia 80 a 90 kms semanais de treino. O resultado foi um enorme estouro aos 35kms, apesar de vir em quebra desde os 24/25. Acho que mais do que falta de treino foi a intervenção cirúrgica a que fui sujeito uma semana antes para extrair um dente e fazer um pequeno enxerto ósseo que me debilitou, com anti-bióticos à mistura e toda a última semana sem poder treinar.
Na segunda maratona no ano seguinte a treinar cerca de 60kms semanais, mas com um objetivo mais modesto, baixar das 3h00, quebrei apenas aos 38kms quando o “balão” passa por mim já sozinho, apenas com o rapaz do pace! Mesmo assim, menos volume e melhor tempo.
Na terceira tentativa dois anos depois com médias semanais de 60 a 70kms mas com muitos treinos de 8 a 12kms em ritmos de 3:40 a 4:00 e com 3 meias maratona entre 1h19/1h20 e apenas um treino de 32kms como longo, fiz com facilidade 2h56min. tempo demasiado modesto para quem fazia 34′ aos 10kms e 1h17 na meia. Mas fiz a maratona para o objetivo definido e duas semanas depois estava a competir e dois meses depois estava a fazer o meu melhor aos 10kms!
Tudo isto para dizer que há várias formas de chegar ao destino pretendido e depois das experiências que tiveste nestes anos acho que na próxima vais saber definir melhor o teu caminho, leia-se plano, e dessa forma baixar das 2h30. Eu cá gosto mais de treinar menos vezes e com mais intensidade, mas é porque não tenho essa tua perseverança e dedicação.

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Renato Sousa 8 Novembro, 2018 - 9:17

Pelo teu relato, por experiência minha e por outras que tenho lido, chego à mesma conclusão. Quanto mais anos de atletismo também mais endurance tens, pelo que cada vez mais este tipo de treino deve ser reduzido para dar lugar a mais intensidade, pela qual tu optaste. Atenção que não estou a falar de um ciclo de meses, mas de um ciclo de anos 🙂
Sim, a experiência acumulada tem-me permitido refinar os meus planos de treino (para melhor!) em aspetos que sem ela eu nem os considerava.

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