Novo teste de doping a caminho de Tóquio 2020?!

Teste Doping Yannis Pitsiladis - JO Tóquio 2020

Desde 2006 que um projeto inovador para fazer frente ao doping tem vindo a ser desenvolvido na Universidade de Brighton. Segundo o seu principal responsável, o professor Yannis Pitsiladis, este novo teste genético permitirá detetar o uso de substâncias pelos atletas num espaço de tempo mais alargado.

Mas não é tudo! Para além de permitir detetar o recurso a substâncias proibidas numa maior janela temporal – isto é, semanas e meses após o seu consumo, em vez de apenas horas e dias – o processo de identificação de substâncias dopantes nas amostras é também mais preciso.

 

Como funciona o método de Yannis Pitsiladis?

Este método de Yannis Pitsiladis incide sobretudo no doping sanguíneo, o qual se julga ser o mais comum entre os atletas. Neste novo método, em vez de se procurar vestígios de drogas na urina de uma pessoa, é possível identificar alterações na estrutura genética do indivíduo. O corpo humano possui milhares de genes, sendo que muitos deles são ativados quando o atleta recorre a substâncias dopantes como a EPO. Com os testes atuais, um atleta dopado consegue fugir à deteção ao diluir o seu sangue, algo impossível de acontecer no método de Yannis Pitsiladis.

 

Será que ainda vai a tempo de Tóquio?

Os próximos Jogos Olímpicos estão aí à porta, pelo que a validação deste novo método está numa espécie de luta contra o tempo. Mas, mesmo que não venha a entrar em vigor, as amostras recolhidas aos atletas serão guardadas durante 10 anos, pelo que poderão ser testadas mais à frente. Embora, claro, isto resulte nas já comuns correções atrasadas que impedem os atletas limpos de desfrutarem das suas reais consagrações no dia do evento, em vez de anos mais tarde.

De referir que o programa de testes que antecede Tóquio 2020 será o mais extensivo de sempre, a fim de de maximizar a deteção de casos de doping e de dissuadir os que consideram recorrer a este tipo de métodos para melhorarem os seus desempenhos desportivos. As palavras de Thomas Bach, presidente do Comité Olímpico Internacional, são muito claras:

 

Queremos que os batoteiros nunca se sintam seguros, em nenhuma altura ou local.

 

No que diz respeito a Jogos Olímpicos, e ainda segundo a Sky Sports, fonte desta notícia,  o número de casos no evento tem reduzido com o passar das edições. Todavia, muitos continuam a ser detetados tardiamente. Até à data, Pequim 2008 contabiliza 72 casos de doping, Londres 2012 aponta para 70, e o Rio de Janeiro 2016 soma 8.

 

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Imagem do Artigo: Stux-12364 no Pixabay

 

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Renato Sousa

Ligado ao desporto desde pequeno, deixei definitivamente o futebol em 2016 para me dedicar afincadamente ao atletismo. Desde aí que muita coisa mudou na minha vida, a qual não imagino sem o desporto. O Vida de Maratonista nasce então da minha paixão pelo atletismo, com contribuição especial da minha Licenciatura em Engenharia Informática, que me permitiu criar a solo este espaço de aventura e opinião, e torná-lo agradável a quem o visita.

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