Mundiais Atletismo Pista Coberta – Birmingham 2018: Dia 4

Campeonatos Mundiais Atletismo Pista Coberta - Birmingham 2018 IAAF

No último dia dos Campeonatos Mundiais de Pista Coberta, o salto com vara (masculino) durou o suficiente para ser a última prova a ficar concluída. Uma pena, no sentido em que impediu a estafeta 4x400m masculina de ser a prova final. Uma corrida em que caiu o recorde mundial. Seria a despedida perfeita para o público presente, em mais uma sessão marcada por desqualificações importantes.

 

Yomif Kejelcha confirma favoritismo nos 3000m

Yomif Kejelcha, maior candidato ao Ouro nos 3000m, não defraudou as expectativas. Depois de um primeiro quilómetro muito lento, os atletas africanos impuseram ritmo, só abrandando na meta. Kejelcha (8:14.41) acabou destacado, seguido pelo companheiro, Selemon Barega (8:15.59). Bethwell Birgen, do Quénia, foi terceiro (8:15.70), e impediu assim que o tridente etíope ocupasse todo o pódio, ao levar a melhor sobre Hagos Gebrhiwet (8:15.76).

 

800m Fem – Niyonsaba mais forte que Ajee Wilson

Francine Niyonsaba (1:58.31) foi a grande vencedora dos 800m femininos. A atleta do Burundi levou a melhor sobre a norte-americana, Ajee Wilson (1:58.99), que muito cedo assumiu o comando da prova e terá pago essa despesa no final. O bronze ficou para a atleta da casa, Shelayna Oskan-Clarke (1:59.81).

 

Mundiais Atletismo Pista Coberta Birmingham 2018 - Francine Niyonsaba vence 800m

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Final 1500m Masc – Mais uma vitoria para a Etiópia

Desta vez foi para Samuel Tefera (3:58.19). O atleta da Etiópia foi superior a Marcin Lewandowski (3:58.39) da Polónia, e a Abdelaati Iguider (3:58.43) de Marrocos. Depois de uma primeira metade de prova insultuosamente lenta, a segunda parte foi bastante animada e disputada, com a indecisão a permanecer até final.

 

Estafeta 4x400m Fem – Vitória para os Estados Unidos, Jamaica desqualificada

Mais uma final marcada por desqualificações. Em pista, a prova ficou definida ainda antes da primeira transição. Os Estados Unidos da América colocaram-se no comando. A Jamaica fazia a perseguição direta. A Polónia mantinha-se confortável no terceiro lugar. Até final, não houve quaisquer alterações classificativas.

No entanto, a Jamaica viria a ser desqualificada por um suposto posicionamento irregular de uma das suas atletas durante a passagem de testemunho. Uma decisão que fez a Polónia e chegar à Prata. O Bronze, adivinham para quem foi? Equipa da casa.

 

Salto em Comprimento Fem – Ouro para Ivana Spanovic

6 metros e 96 centímetros. Foi esta a distância do salto que permitiu a Ivana Spanovic (Sérvia) bater toda a concorrência e arrecadar a medalha mais desejada. Com um salto de 6.89m logo no primeiro ensaio, a sérvia esteve sempre no comando da prova.

Brittney Reese (E.U.A.) também chegou aos 6.89m, marca que não lhe valeu mais que a medalha de Prata. Sosthene Moguenara-Taroum (Alemanha) conquistou o bronze, ao saltar 6.85m.

 

Ivana Spanovic vence Salto em Comprimento - Birmingham 2018

Foto: Augustas Didžgalvis

 

Andrew Pozzi triunfa nos 60m barreiras

Para delírio do público presente. A prova foi muito renhida, com Jarret Eaton (7.47s) a perder a vantagem que tinha na última barreira. Apesar disso, a dúvida subsistiu e foi necessário esperar pela confirmação da organização. Andrew Pozzi (7.46s) e Eaton (E.U.A.) aguardaram juntos a publicação dos resultados, em mais um momento de grande saúde desportiva e competitiva destes Campeonatos Mundiais de Pista Coberta.

O francês Aurel Manga (7.54s) ficou com o Bronze. Antes da tão aguardada disputa, Milan Trajkovic foi desqualificado por falsa partida. Uma pena, tendo em conta que o atleta cipriota fora o melhor da sua meia final, estabelecendo mesmo um novo recorde para o seu país nessa eliminatória (7.51s).

 

Estafeta 4x400m Masc – Polónia estabelece novo recorde mundial

Fantástico!

Inicialmente, parecia que estávamos a assistir a uma repetição da estafeta feminina. Estados Unidos na frente, seguido por Polónia, Trindade e Tobago e Bélgica, respetivamente. A diferença estava simplesmente nas distâncias entre atletas. Muito curtas.

Sem ninguém a provocar o desequilíbrio, as posições mantiveram-se intactas quase até final. Assim como a indecisão e o suspense. Porém, na curva para a reta final, tudo mudou. O polaco Jakub Krzewina mudou de velocidade e ultrapassou Vernon Norwood. Resultado? Medalha de Ouro para a Polónia, com direito a novo recorde do mundo (03:01.77).

No outro duelo, passou-se exatamente o mesmo, com a Bélgica a roubar o Bronze ao país das Caraíbas nos momentos derradeiros. Vale a pena ver.

 

 

Renaud Lavillenie foi o melhor no salto com vara

A França foi o país que arrecadou a última vitória destes campeonatos, por intermédio de Renaud Lavillenie. Com apenas três atletas a passarem a fasquia dos 5.85m, foram vários os que se viram “obrigados” a avançar para os 5.90m. Contudo, o francês foi o único que conseguiu superar esta barra e a ficar com a medalha de Ouro.

A boa réplica de Sam Kendricks (E.U.A.) e Piotr Liseck (Polónia) valeu-lhes Prata e Bronze, respetivamente.

 

Assim ficaram concluídos estes Campeonatos Mundiais de Atletismo de Pista Coberta, disputados em Birmingham. Feitas as contas, os E.U.A. foram o país mais medalhado (18), seguidos pelo Reino Unido & Irlanda do Norte (7). Etiópia e Polónia empataram no terceiro lugar (5), com o país africano a levar vantagem nas de Ouro.

 

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Renato Sousa

Ligado ao desporto desde pequeno, deixei definitivamente o futebol em 2016 para me dedicar afincadamente ao atletismo. Desde aí que muita coisa mudou na minha vida, a qual não imagino sem o desporto. O Vida de Maratonista nasce então da minha paixão pelo atletismo, com contribuição especial da minha Licenciatura em Engenharia Informática, que me permitiu criar a solo este espaço de aventura e opinião, e torná-lo agradável a quem o visita.

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